27 julho, 2010

' Perco o domínio da minha vida, para não perdê-la. ♥

Olá, Quanto tempo heim ? Confesso que estava sentindo falta de postar aqui, mas vamos lá.
Crescemos numa sociedade que nos educou a ter o controle de todas as coisas. Desde o controle remoto da TV até a medicina - que a todo momento busca prever e remediar os males -, absolutamente tudo nos impulsiona a ter todas as situações em nossas mãos. Inocentemente, começamos a acreditar que não precisamos de ninguém, que sabemos tudo e que as nossas palavras são a verdade. Nos tornamos autosuficientes, fechados em nossas concepções e ideias que vão se adequando conforme a nossa necessidade e a nossa aparente “felicidade”. Somos criados para buscar a nossa independência pessoal.

Acontece que nessa ilusão de ter todas as coisas sob o nosso controle, quando não sabemos como agir diante de uma situação, fugimos para não encará-la ou nos desesperamos, porque não sabemos o que fazer. Muitas vezes até Deus foi descartado de nossas vidas e, por isso, não há mais a quem recorrer. Por fim , na busca de independência pessoal, acabamos ficando sozinhos.
Isso não acontece somente com pessoas que estão longe do Senhor, pelo contrário, você pode estar todos os dias na Igreja, ser um critão, ou até mesmo um ministro, e ainda assim não ter se colocado na posição de discípulo, de alguém que tem Jesus como o Mestre de sua vida. Na batalha para ser de Deus, buscamos ter tanto o domínio de nossas lutas que tiramos o Senhor do trono do nosso coração e nos sentamos nele. Caímos novamente no erro de Adão e Eva e desejamos ser como deuses (Gn3,5), senhores de tudo, de todos e de nós mesmos.
Pode ser que essa autosuficiência seja fruto de nossa criação, de traumas da nossa história ou das próprias lutas da vida que nos levaram a ser assim. Não importa! Quando encontramos Jesus, e nos entregamos a Ele, não estamos mais sozinhos. Não precismos lutar e nem provar para ninguém – nem para Deus – que somos fortes e estamos no controle de todas as situações. Não somos mais órfãos, sem amparo e nem apoio, mas temos um Pai que nos ama e tem, verdadeiramente, o controle de todas as coisas.
O nosso papel é se colocar em uma atitude de filho e até mesmo infantil. Precisamos ser como crianças, que sabem de seus limites e reconhecem no Pai a segurança e o apoio. O que eu não posso, eu sei que Ele pode realizar. Quanto a mim, somente me abandono, me permito entrar na escola da vida mais uma vez – independente de quantos anos eu tenho –, me sentar na cadeira e me colocar como aluna, nas matérias da minha história nas quais eu me considerava doutora.
Assim, reconheço que sou muito menos do que imaginava, enxergo a minha verdade, os meus limites e me abandonando no Pai. Perco o controle, mas não por causa das situações, mas porque me disponho a colocar tudo, absolutamente tudo, nas mãos de Deus. Perco o domínio da minha vida, para não perdê-la.
Independente de qual é a situação que você está vivendo, pare de bancar o papel de forte. Você não precisa vestir a fantasia de super-homem ou mulher-maravilha, mentir para si mesmo, acreditando ser capaz de manter o controle dessa situação. Deus conhece você e o vê! Ele é Pai e sabe muito bem quem você é, suas vitórias e derrotas e, justamente por causa disso, te ama tanto.
Não importa se passou a vida inteira lutando na solidão, não tendo ninguém para lutar por você e com você. Pode ser até mesmo que você começou a ler este texto buscando respostas para o seu problema, buscando ter o controle da situação. Não importa se você não tenha achado a força necessária para sozinho enfrentar essa batalha. Ou melhor, que bom que isso não aconteceu! Você não encontrou forças para lutar sozinho, mas encontrou quem pode lutar por você e com você.
Seja criança novamente e, sem forças, peça ajuda ao Papai, que mais que um super-herói, é Deus. Se permita perder o controle da sua vida e experimente a alegria do cuidado e do carinho daqueles que são chamados filhos do Senhor.

Por hoje é só.
Ps. Aliceeuteamo ♥

Beijos, @JuuuhFe (Twitter).

20 julho, 2010

' amigo de verdade é aquele que corrige ♥

- Há um princípio fundamental em qualquer amizade: ela deve nos fazer crescer. Como uma árvore boa é podada para poder dar frutos bons, assim também, durante a caminhada de crescimento e de amadurecimento, o ser humano precisa de algumas boas “podas”. Passar por esse processo não é fácil e, muitas vezes, nem aceitamos que qualquer um nos pode. Por isso Deus coloca algumas pessoas especiais em nossas vidas não só com a oportunidade, mas com a missão de nos corrigir para nos fazer crescer.
Monsenhor Jonas Abib, certa vez, escreveu que existem situações de nossa vida nas quais, muitas vezes, só o amigo é capaz de nos corrigir. O conhecimento mútuo, ou seja, a intimidade que uma amizade gera entre duas pessoas produz um conhecimento tão profundo da alma do amigo que nos permite saber a forma e quando corrigi-lo. O amor compartilhado é capaz de abrir “compartimentos lacrados” de nosso coração, os quais precisam da luz da verdade sobre as nossas misérias, para que estas possam ser curadas.
Por causa da abertura de alma que há numa amizade um amigo é capaz de chegar aonde ninguém consegue. Ele é capaz de atingir e tocar nos pontos mais delicados de nossa história, de nossa vida, com toda a clareza que só o amor é capaz de suscitar. São feridas nas quais ninguém havia tocado, mas que somente um amigo é capaz de tocá-las e curá-las com seu amor.
Um bom amigo é como um bisturi nas mãos de Deus, capaz de rasgar a nossa alma para que todas as mazelas sejam expelidas e o coração possa ser curado. Esse processo é muito doloroso no início; não é fácil aceitar a correção e escutar tantas verdades da boca de alguém. Muitas vezes, isso fere, machuca e realmente arranca pedaços, mas, logo depois, o bálsamo do amor do amigo é derramado, consolando, aliviando e cicatrizando as nossas feridas. Alguém precisa fazer o serviço, por isso Deus usa dos nossos amigos. Ele sempre se utiliza de alguém para agir em nossa vida, suscitando a pessoa certa para que, através do amor concreto, toque na ferida e cure o nosso coração.
Pressuposto de uma amizade madura e saudável é a correção. A Palavra de Deus nos ensina: “Corrige o amigo que talvez tenha feito o mal e diz que não o fez, para que, se o fez, não torne a fazê-lo” (Eclo 19,13). Amigo que não corrige, não faz o outro crescer e por isso não ama de verdade. Um relacionamento de amizade verdadeira em Deus não comporta omissão. É preciso haver verdade, sinceridade e por isso liberdade para poder corrigir, mas fazê-lo no amor. Quem ama quer o melhor para o outro e esse melhor, muitas vezes, exige correção.
Saber que alguém que está nos corrigindo nos ama não nos anestesia da dor da “poda”, mas nos traz segurança. Podemos até resmungar, nos irritar, no entanto, ouvimos e acabamos aceitando. Lá na frente veremos o quanto aquela exortação nos fez crescer e nos livrou de tantos sofrimentos.
Se um amigo o corrigiu, aceite a correção! Exortação não é questão de falta de carinho; pelo contrário, é ato concreto de quem ama e quer o melhor para nós. Se um amigo seu precisa de correção, não se omita! Não deixe que o seu medo de perder a amizade por ter de corrigi-lo o leve a perdê-lo definitivamente. Mostre o seu amor e se comprometa com a vida dele. Cumpra sua missão de amigo: corrija e o ganhe para sempre; o ganhe para Deus!

Hoje em especial um grande abraço para os amigos: Alice Santana, @veeell, @roooll, Paloma Nunes ♥, Márcia Pimentel, Islana Ione, Caroline Reis, Steffany Simões, Ana Flávia, Jamille, Ruth, Flávia, Leticia, Tia Déa, Dandara, Ingrid, Kiliana, Flávia,Fabiana Boness, @Thatha_e, @Gabid0, Fernanda, Jaiara, Cris Paim, Geová, Belmiro, A.Carlos, Rafael Soares, Caio H., Bacuri, Leandro (Meu Líder), Taíse Campos, Roberta Melo, Bê ♥ e Minha Pastora Anita <3>

Ps. Chefia, Marta Parabéns! Que o Papai conceda todos os desejos do teu coração!
Enfim, Feliz dia da amizade.

Beijos, @JuuuhFe

07 julho, 2010

' namoro ou amizade? ♥

' Fazem parte do processo de amadurecimento humano as muitas dúvidas e as muitas perguntas que nos fazemos. Quando se trata de relacionamento, então, isso só aumenta. Ao conhecermos alguém e começarmos a nos aprofundar em uma amizade, chega um momento em que os sentimentos se confundem e a velha pergunta é feita no interior do nosso coração: “É namoro ou amizade?” O problema não está em se questionar, mas em querer obter respostas imediatas. Quem não espera o tempo certo da resposta e se precipita, não só corre o risco de perder uma boa amizade como também pode colocar a possibilidade de um bom namoro a perder.


Quando se trata de sentimento, as confusões interiores são naturais. Nosso coração, muitas vezes, é território desconhecido e surpreendente. A cada nova experiência ele age de maneira inusitada, nos desconcertando e nos deixando sem saber como agir. Não há uma regra no que se refere a sentimento e a relacionamentos, só a prudência no parar, esperar, observar para depois agir.

Toda amizade passa por fases de maturidade, as quais vão se desenrolando à medida que nos aproximamos da outra pessoa. Dentre essas fases, uma delas é conhecida pelas pessoas mais requintadas como “enamoramento”, mas nós preferimos chamá-la de “paixão”, cuja definição mostra bem os sentimentos que são vividos nesse momento: sentimento forte; designa amor, atração, etc. Quando nos aproximamos de alguém, nos tornamos amigos – seja de um homem ou de uma mulher – existe aquele momento de querer estar sempre perto, de saber e participar da vida do outro, das suas lutas, dos seus desejos, de querer bem, de se importar com tudo o que ele vive, de cuidar, de amar de forma concreta. É justamente dessa fase, completamente espontânea em qualquer amizade, que nós estamos falando.

É nesse momento do relacionamento que a pergunta surge e começamos a nos questionar, o que é muito natural, principalmente quando diz respeito a uma amizade entre um homem e uma mulher. Mas se tentamos, já nesse estágio, dar respostas a esse questionamento podemos colocar tudo a perder. Isso acontece porque a paixão é comum tanto nas amizades, quanto nos relacionamentos amorosos, o que pode confundir o nosso coração. Mas então como discernir?

A primeira coisa é deixar esse tempo de intensas emoções passar. Deixar que o tempo seja o nosso melhor amigo e nos mostre a vontade de Deus para esse relacionamento. Só quando a poeira das emoções fortes abaixa é que conseguimos enxergar as coisas como realmente são. Depois disso vemos a pessoa como verdadeiramente ela é, sem impressões imediatistas, percebendo seus defeitos e reforçando as suas qualidades. É nesse momento que vamos parar, ponderar e, muito sinceramente, buscar em Deus uma resposta, para só então agir.

Quando não se vive esse processo de maneira tranquila e sadia, muitos problemas aparecem. Uma amizade que tinha tudo para dar certo, para fazer duas pessoas crescerem juntas, pode ser jogada no lixo pela pressa em responder aos questionamentos interiores. E, com isso, sempre alguém sai ferido por se sentir usado, por se desiludir com a outra pessoa e achar que tudo não passou de simples interesse.

Todo bom namoro começa com uma boa amizade. Mas nem toda boa amizade termina em um bom namoro. É preciso muita prudência, muita calma e paciência. Quem vive este tempo de forma madura acaba colhendo os melhores frutos do relacionamento. O namoro gerado pela amizade é sadio, sem ilusões ou precipitações, pois as pessoas lutaram para se conhecer antes de tomarem qualquer atitude. Por outro lado, se o relacionamento permanecer como uma boa amizade, o conhecimento adquirido e a maturidade alcançada pelos amigos vão gerar muito respeito, confiança e liberdade entre os dois. Em ambos os casos, a espera sempre é o preço e a certeza da felicidade.

Talvez você esteja com esse questionamento no seu coração. O relacionamento com alguém muito especial está levando você a se perguntar sobre a vontade de Deus para determinada amizade. Pare, espere, observe, ore e só então aja. Não queira se juntar ao grupo cada vez maior de pessoas frustradas em tantos relacionamentos, pois confundiram as coisas e trocaram os pés pelas mãos. Não se deixe levar pelo borbulhar de seus sentimentos, mas espere tudo se acalmar em seu interior para que você possa discernir bem a vontade de Deus e não colocar tudo a perder.

Entretanto, é bom lembrar que essa espera e esse discernimento precisam acontecer de ambas as partes. Ninguém ama sozinho nem convence o outro a amar. Por isso é preciso deixar passar a fase da paixão em ambos os corações, para então buscarem juntos – e em Deus – uma resposta coerente.

Quem em suas amizades soube viver tudo isso de forma serena e acertada, hoje pode testemunhar, pelos frutos, a realização plena da vontade de Deus. Por isso saiba esperar para depois responder a essa pergunta. Se é namoro ou amizade só o tempo vai responder, por isso, pague o preço da felicidade: espere!


Ressaltando mais uma vez: ' Se sua amizade não o tem levado para Deus, é hora de olhar em volta mais uma vez e trocar essa falsificação de amigo por um amigo de verdade, alguém que, atras do disfarce, revele o Senhor.'