04 maio, 2010

' 2.0 Fabi Boness ♥


' Quanta coisa a gente já viveu não é Bia? Momentos tão intensos e posso afirmar que há um tempo, éramos razão e sensibilidade. Doses exageradas de uma e da outra. Mistura homogênea. Com o tempo, veio um novo tempo e passamos a ser, na medida desmedida da nossa amizade, mistura heterogênea de razão e sensibilidade, embalada por doses de tranquilidade, risos, sonhos, lágrimas e futuro. Nascia assim, sem grandes pretensões e com grandes planos. Ganhamos estradas, diplomas, amores, cicatrizes e novos sonhos para a vida que se renovou na nossa amizade a cada dia, a contragosto dos desatino do tempo. Não podemos ter tudo, mas podemos ter mais... E isso que eu te desejo hoje, mais de você mesma, por todos os poros, nas entranhas e nas flores. Porque não podemos ter tudo, mas o que temos não é pouco. Temos uma a outra.
Não há preço que pague sua presença em minha vida. Misturada na minha rotina, você faz parte do meu arquivo pessoal de lembranças inesquecíveis e renováveis.
Nessa hora, o que eu queria era poder soprar as velas por você... você não sabe como eu desejo que o mundo dance ao som da sua voz e o vento a tire pra dançar. Vs não sabe, o quão imprescindíveis são seus olhos e profundos para a clareza dos meus dias... Eu queria poder soprar as velas por vs e desejar que vs seja sempre doce, pura, meiga, intensa... Seja sempre alegria e sonho. Seja sempre feliz, como vs me disse ser, com a voz mais suave e serena que eu poderia ouvir... Sua felicidade me emociona, justifica as dores do mundo... Queria soprar as velas e desejar que suas lágrimas sejam raras, porque o seu choro é uma dor na minha alma... Entretanto, só posso assisti-la soprando completando uma idade nova a cada ano que passa .. Assisti vs crescer, mesmo que em tão pouco tempo e lá se vão 20 velas, desejos... Infinitos sonhos. E eu tenho o privilégio de está assistido à sua vida de perto... Hoje, meu desejo mais profundo é que vs se ame como eu te amo e seja sempre essa anormal de bochecas rosinhas que encanta o mundo com o jeito menina de ser. Ah... minha ANORMAL!... Queria eu que você se visse com meus olhos e tivesse a certeza que eu tenho da imensidão que é você!
Amo-te de um jeito irritante!...Feliz aniversário (5/5)

02 maio, 2010

• amizade desarmada ♥


Em um mundo de inseguranças e desconfianças, fica cada vez mais difícil estabelecer relacionamentos profundos. Parece que todos têm medo de se expor, de mostrar sua verdade, por isso, sempre se aproximam das pessoas com desconfiança. Se somarmos a essa cultura de medo relacionamentos que não deram certo, traições e decepções, veremos pessoas cada vez mais isoladas e que optam por uma vida de solidão, mesmo que isso não seja o que realmente desejam.

Uma amizade verdadeira só vai ser viável se ambos estiverem dispostos a se revelar e a expor a sua verdade para que esta torne esse relacionamento cada vez mais sólido e profundo. Isso precisa partir de ambos os lados, porque se um dos dois estabelecerem reservas, a amizade será como um barco de dois remadores, no qual só um rema: só vai rodar, sem sair nunca do lugar.

“Jônatas fez uma aliança com Davi, que amava como a si mesmo. Tirando a túnica com que estava vestido, deu-a a Davi, bem como suas vestes, e mesmo sua espada, seu arco e até seu cinturão” (I Sm 18,3-4).

Davi e Jônatas, mais uma vez, nos ensinam com sua amizade. A primeira atitude de Jônatas foi entregar tudo a Davi. Mesmo sendo um guerreiro, o filho do rei de Israel, ele entregou àquele simples pastor todas as suas defesas, suas seguranças e até mesmo seu cinturão, sinal de sua realeza. Ele entendeu que uma amizade de verdade começa com entrega, com despojamento, renúncia e transparência. Jônatas mais do que entregar tudo a Davi, se mostrou de forma total: sem defesas, máscaras ou títulos. Naquele momento ele se revelava ao amigo sem restrições.

Uma amizade sem entrega não subsiste! É evidente que essa entrega não se dá de uma hora para outra, no impulso de um momento, mas pouco a pouco com o decorrer do tempo. O mais importante que a Palavra quer nos revelar, no exemplo de Jônatas, é a necessidade de haver em nosso coração o desejo e a determinação de nos revelarmos ao outro de forma plena.

Davi não era amigo do príncipe de Israel, mas de Jônatas, um homem como ele. Quando nos entregamos e expomos os nossos corações e os nossos sentimentos, nos igualamos com aquele amigo e embarcamos na aventura daqueles que se arriscam por amor. Jesus viveu se arriscando por amor, revelando toda a Sua verdade aos que amava. Seja em Sua glória no Tabor ou em Sua miséria no Calvário, Cristo sempre se arriscava perante aqueles que amava. Ele se arriscava em perder, em ser abandonado, em ser traído, mas também se dava a oportunidade de ser cada vez mais amado por se revelar de forma total.

Não há seguranças para aqueles que amam verdadeiramente. Assim como não há como ter certeza de que aquele amigo não nos trairá. É arriscar-se como Jesus fez ao escolher Judas, para quem revelou os Seus segredos, amou intensamente, mas também foi roubado, vendido e traído. Amar sempre é um risco que nos aproxima mais do Senhor.

Correr esse risco vale a pena se vivermos a amizade no amor que se doa e que quer fazer o outro feliz. Diz a Palavra que depois de Jônatas entregar suas armas a Davi, este tinha êxito em todas as batalhas (I Sm 18,5). Quando alguém percebe que um amigo se revelou – ou está se revelando – de forma completa, confiando totalmente nele, isso lhe dá forças para ir além de suas limitações e vencer as suas batalhas interiores. Ao revelar o seu amor sem restrições a alguém, você poderá testemunhar as libertações que esse sentimento gera na pessoa, mas também em sua vida.

Somente uma amizade desarmada será capaz de experimentar, em plenitude, tudo aquilo que o Senhor quer realizar. Nosso relacionamento com os irmãos sempre é um reflexo do relacionamento com Deus. Por isso, à medida que confiamos nas pessoas e nos revelamos a elas, sinalizamos que estamos cada vez mais entregues ao Senhor e por isso não temos medo de nos dar. Somos d’Ele e por isso não temos o que temer.

Experimente se arriscar em amar como Jesus fez, e esteja preparado para tudo, mas principalmente para ser amado e curado de forma verdadeira e plena.

Aninha, minha amiga, meu xodó ... Havia confiança entre Davi e Jônatas porque ambos, antes de se amarem, amavam ao Senhor. Experimentavam a amizade recíproca verdadeira, pois sabiam que um amigo de verdade ama a Deus em primeiro lugar. Confiavam um no outro, porque confiavam antes no Altíssimo.

Obrigada por seu amor, por nos permitir viver uma amizade tendo Jesus como o centro de tudo. Eu te amo demais .